fan_assespro

Paulo Vasconcellos

Visão do Todo

Em um mundo cada vez mais imediatista e cheio de gente focada no próprio umbigo, é preciso alguém que veja o lá e o amanhã além do aqui e agora. O analista sabe que melhorias locais podem piorar o resultado global. Entende que mudanças, por melhores que sejam, sempre vão desagradar alguém. Ele precisa enxergar o todo. Por isso, a adição do Pensamento Sistêmico ao seu cinto de utilidades não é nada menos que fundamental.

Imparcialidade

Se o analista tomar partido – ficando sempre na defesa de uma das partes envolvidas – condena todo o seu trabalho. Empatia não significa apoio incondicional. O que deve nortear suas decisões e sugestões são os objetivos do negócio e de cada projeto. Nada além disso.

Pragmatismo

É natural, portanto, que o analista seja bastante pragmático. Se há um objetivo colocado e em dado momento acordado, é para lá que ele vai. Se surgiu alguma discordância em relação ao objetivo, é ela que ele tenta entender e desfazer. Se não há um objetivo e ninguém sabe para onde vai, o analista pragmático briga pela sua definição.

Saber Ouvir

Saber ouvir não é saber esperar a vez de falar. É prestar atenção e demonstrar respeito. É entender que cada expressão corporal ou suspiro pode conter informação. Por isso o analista ouve com os olhos pregados em seu interlocutor e não em um bloco de anotações.

Modelagem

Quanto tempo você demora para entender o significado da seguinte definição: “superfície plana limitada por uma circunferência, cujos pontos são equidistantes do centro”?

Não importa, você teria sido bem mais rápido se eu tivesse simplesmente desenhado um círculo. Nosso cérebro é melhor equipado para processar imagens do que palavras. É por isso que o analista rabisca e desenha o tempo todo. É por isso que a Modelagem de Negócios não pode ser um puxadinho no corpo de conhecimentos do analista de negócios. Se o nosso grande desafio é promover comunicações eficazes, saber modelar é imprescindível.

Síntese

O analista não se deixa enganar pela incompleta alcunha que recebeu. Ele não faz só exames e estudos. Sua análise não significa nada – não agrega valor algum – quando não é seguida da síntese. Pelo pai dos burros, síntese é a reunião de diversas partes diferentes em um todo coerente. Para o analista, na prática, significa colocar seu cérebro para trabalhar. Síntese não é resumo nem coletânea de melhores momentos. Síntese é criação. Se ela não ocorreu, então o cara tirou um pedido. E isso não tem nada a ver com análise de negócios.

Comprometimento

Que graça tem o trabalho que se encerra nas preliminares? E quão eficaz pode ser uma documentação – por bons modelos que contenha – se desacompanhada de seu autor? O papel ou qualquer meio mais moderno, digital, não consegue capturar todo o conhecimento adquirido e desenvolvido por um analista. É triste insistir nisso até hoje. Mas o analista só prova seu valor quando participa de cabo a rabo de qualquer iniciativa ou projeto.

Conta de Mentiroso

Aqui no interior de Minas se diz que 7 é conta de mentiroso. Por isso preciso citar uma oitava habilidade essencial: o analista de negócios gosta de gente. Ele é um animal social atencioso e simpático.

Há exatos 8 anos o FAN era lançado. Muita coisa mudou desde então. Menos a essência da Análise de Negócios. Este artigo é uma pequena comemoração.

Curso – A Universidade Corporativa (UC) promove o curso Formação de Analista de Negócios – FAN, nos dias 20 e 21 de junho, de 8h30 às 17h30, no auditório MGTI – Av. Afonso Pena, 4.000, 3º andar, no bairro Cruzeiro. ​A capacitação será ministrada por Paulo Vasconcellos, profissional que liderou projetos em grandes empresas e especializou-se na customização e implantação de processos de desenvolvimento e em gestão de conhecimentos. Clique aqui para mais informações.