BrtVisit (19)As Olimpíadas 2016, que acontecem no Rio de Janeiro, se tornaram uma oportunidade de crescimento para a TI mineira. Startups do estado estiveram no Rio de Janeiro para participar dos Startups Games, competição para empresas nascentes de TI promovida pelo Governo do Reino Unido, através do UKTI (United Kingdon Trade and Investment), a agência de investimentos de sua majestade, presente também no Brasil. Por causa destes outros jogos, vários representantes do ecossistema da tecnologia britânica vieram ao Brasil e também estiveram em Belo Horizonte.

No sábado, 06/08, Derek Goodwin, diretor global de Empreendedorismo do UKTI, e Andrew Humphries empreendedor em série e cofundador da aceleradora britânica de grande sucesso, The Bakery, estiveram no Espaço MGTI para conhecer o Acelera MGTI e conversar com diretores da Assespro-MG, Fumsoft e MGTI. Participaram do encontro Leonardo Dicker, vice-presidente de Qualidade, Planejamento e Controle da Assespro-MG e diretor de Negócios Internacionais da Fumsoft; Marcelo Alvarenga, vice-presidente de Associativismo e Sustentabilidade da Assespro-MG; e Wilson Caldeira, vice-presidente de Comunicação e Marketing da Assespro-MG e diretor da mesma pasta pela Fumsoft. Allan Moura, assistente de Empreendedorismo no Acelera MGTI também participou da conversa.

O multiempreendedor, Andrew Humphries, se disse surpreso com o trabalho que vem sendo feio no Acelera MGTI, sem o apoio de um grande investidor. Disse ainda que é preciso “educar” os investidores a respeito de como funcionam os investimentos em startups. Ele se colocou à disposição do Acelera para auxiliar nessa educação. “Reúnam um grupo de investidores, levem eles a Londres, e me comprometo ajudar vocês nesse trabalho de educá-los a respeito do investimento em startups”.

Já o diretor de Empreendedorismo do UKTI, Derek Goodwin, disse aos diretores do MGTI que na Inglaterra eles também tinham dificuldade para atrair investimentos. “É um processo que precisa de tempo. Os investidores precisam entender que, como em outros investimentos, com as startups também existe o risco de que eles percam seu dinheiro. Vocês têm um bom trabalho aqui, é preciso prosseguir”.

O diretor de negócios Internacionais, Leonardo Dicker, área que intermediou a visita dos representantes do empreendedorismo britânico, contextualizou a importância do exemplo do ecossistema britânico para nossas startups. “Há pouco mais de 10 anos o Reino Unido não tinha um ambiente forte de desenvolvimento e inovação, com pouco investimento estruturado e uma aversão grande ao investimento de risco, como são as startups. Esse cenário se transformou claramente ao longo dos anos, e pessoas como Andrew e a The Bakery certamente são responsáveis por essa mudança de cenário”.

“A The Bakery tem conexões muito fortes com médias e grandes empresas, que são responsáveis por muito investimento hoje em inovação e startups. Eles fazem então a ponte entre essas empresas e as startups, encurtando o investimento e o sucesso dos empreendimentos”, diz Leonardo Dicker a respeito da aceleradora londrina. E ele continua, “muitos dos empreendedores que já fizeram sucesso – no Reino Unido – são hoje também investidores, o que alimenta positivamente esse ciclo virtuoso”.

Em relação à situação nacional, o diretor de Negócios Internacionais da Fumsoft contextualiza, “hoje não temos ainda uma cultura muito forte de investimento de risco em tecnologia, e somente agora as médias e grandes empresas estão despertando para a inovação feita com a participação de startups ou empresas nascentes. Portanto, uma parceria com aceleradoras como a The Bakery pode nos ajudar a levar nosso ecossistema a outros patamares”, conclui Dicker.