fumsoft_estudo_ti_sindinfor.fwPesquisa aponta falta de confiança de empresários do setor no estado

Guilherme Quintela

A FIEMG e o Sindicato das Empresas de Informática de Minas Gerais (SINDINFOR) apresentaram a 1ª edição do Estudo de Indicadores Econômicos do setor de TI, ou Indica_TI, no dia 27/05, na FIEMG, em Belo Horizonte. O estudo tem a intenção de suprir o empresariado do ramo com informações oficiais (como número de empresas e empregados, média salarial do setor e saldo de emprego), além de indicadores coletados a partir de uma pesquisa própria elaborada pelas duas instituições.

A sondagem, com periodicidade trimestral, irá medir a percepção do empresário em relação ao trimestre encerrado e quais as suas expectativas para os próximos três meses em relação a variáveis como faturamento, emprego etc. O próximo Indica_TI está previsto para agosto deste ano.

Segundo o presidente do SINDINFOR-MG, Arquimedes Wagner Brandão de Oliveira, o documento se divide em duas partes. “A intenção do estudo é dar aos empresários do setor um sentimento em relação às perspectivas atuais e futuras de negócios. A primeira parte da pesquisa é qualitativa e tem o objetivo de perguntar ao empresário do setor de informática de Minas Gerais como é que ele está enxergando a situação atual em relação ao ambiente de negócios, intenções de investimento e fatores que demonstram grau de confiança na economia. Já a segunda parte, apresenta números como a evolução do ISSQN em Belo Horizonte, por exemplo.”

Panorama – De acordo com a pesquisa, a confiança dos empresários do ramo está negativa, com índice de 47,9 pontos. O resultado foi determinado pela insatisfação com as condições de negócios atuais, que figurou bem abaixo da linha dos 50,0 pontos, com 29,0 pontos. A confiança nas condições de negócio no Brasil é a mais baixa (14,4 pontos), seguida das condições de negócio do estado (18,4 pontos). As condições de negócio da própria empresa estão um pouco melhores, com 41 pontos, mas ainda demonstram o descontentamento do empresário.

Por outro lado, as expectativas para os próximos seis meses estão positivas conforme indicador de 57,3 pontos, sustentadas pelas perspectivas positivas de negócio na própria empresa (63,2 pontos) e no estado (54,4 pontos). Já as expectativas de evolução dos negócios em relação ao Brasil estão negativas (45,6 pontos).

Já os indicadores de atividade mostram que o setor de TI está desaquecido. O faturamento apresentou recuo no primeiro trimestre do ano (44,0 pontos), em relação ao trimestre anterior, assim como a produção (43,4 pontos) e o emprego (44,8 pontos). Apesar do desempenho negativo, os empresários esperam aumento na demanda (54,7 pontos) e no emprego (53,5 pontos) nos próximos seis meses.

Para ter acesso ao estudo, clique aqui.