O segundo da série de seis seminários Minas 2050 foi realizado na noite de 31 de outubro de 2018. A abertura foi realizada por Leonardo Guerra, Diretor da FUMSOFT. A seguir, foram realizadas apresentações por Douglas Martins, da SIAMIG (Associação das indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais), Antônia Sônia A. Cardoso Diniz do Laboratório Green Solar do IPUC da PUC-Minas e Scott Wells Queiroz da Quebec Engenharia.

Douglas Martins falou sobre o uso da biomassa para geração de energia elétrica, ressaltando que ela responde por 9% da matriz energética brasileira e que 77% vem de cana de açúcar contra apenas 22% de florestas. Explicou também que a biomassa é usada principalmente no período de seca permitindo uma economia de 15% da água dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Finalmente, explicou que o uso de biomassa renovável resulta na mitigação de 9,6 toneladas de CO2 equivalente e que energia gerada a partir de biomassa e fotovoltaica se complementam.

Antônia Sônia A. Cardoso Diniz apresentou então a evolução do cenário da geração de energia fotovoltaica, que gerava apenas 5 GW em 2005, mas que vem crescendo exponencialmente desde então, atingindo 94 GW em 2017. Explicou que a sustentabilidade é um ponto forte da geração fotovoltaica, mas que ainda existem grandes desafios nesse sistema de geração de energia, tais como os inversores (responsáveis por transformar energia contínua em alternada) que ainda falham muito, que precisam ser vencidos.

Scott Wells Queiroz concluiu com um seminário sobre geração hidráulica de energia elétrica. Iniciou dizendo que a energia hidrelétrica é a fonte menos poluente de energia e a principal componente da matriz brasileira de energia elétrica. Falou então sobre o caso especial das PCHs (pequenas centrais hidrelétricas), as quais são importantes para a estabilização do sistema elétrico do Brasil. Passando então para as grandes usinas hidrelétricas, chamou a atenção para o nível baixo atual dos reservatórios que necessitam de vários anos para serem recuperados. Contou então sobre as usinas hidrelétricas reversíveis, ainda inexistentes no Brasil, e ressaltou que a fonte hidráulica vem perdendo competitividade em relação às fontes eólica e solar.

Concluiu com a afirmação forte de que a preservação e o controle da água serão tão ou mais importantes do que a geração de energia hidrelétrica.