falta_profissionalA tecnologia está presente em todos os setores empresariais e pessoais, tornando o assunto de domínio e interesse público. As especificidades da área são bastante técnicas e, por isso, a necessidade de pessoas qualificadas é fundamental para o crescimento do setor de Tecnologia da Informação (TI) e fortalecimento da economia. Esse mercado cresce a cada ano e gera oportunidades nos mais diversos segmentos. Pesquisa da consultoria IDC aponta que, em 2013, o setor contratou quase 160 mil profissionais no país, sendo 47% das vagas para São Paulo, 11% no Rio de Janeiro e 10% em Minas Gerais. As áreas que mais contratam são as ligadas a softwares, serviços e hardwares, e conhecimentos relacionados à cloud computing e virtualização, desenvolvimento de aplicativos, armazenamento de dados, big data, mobilidade e segurança.

Apesar do crescimento do mercado de tecnologia e da grande oferta de vagas, a falta de profissionais qualificados ainda é um dos principais entraves para o desenvolvimento do setor. A Associação para a Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex) divulgou que a escassez de mão de obra especializada pode ocasionar uma perda de R$ 115 bilhões até 2020. “O déficit pode ser originário da rápida expansão das empresas do segmento nos últimos anos, da alta necessidade de serviços relacionados à tecnologia em empresas públicas e privadas e da necessidade de infraestrutura e tecnologia para suportar as demandas advindas de grandes eventos nacionais e internacionais”, analisa o conselheiro do programa MGTI e presidente da Assespro-MG, Geovanne Teles.

A falta de mão de obra acontece em todos os estados, e não é diferente em Minas Gerais. “O setor de TI é responsável pelo faturamento anual superior a R$ 2 bilhões, por 1,6% do PIB do estado e pela geração de cerca de 20 mil empregos diretos. Entretanto, ainda carece de profissionais especializados para assumir as vagas, já que a evasão para empresas de outros estados e países é alta. É fundamental investir nos estudantes e nas médias empresas para aumentar a competitividade, melhorar a formação, evitar essa perda e fortalecer a TI”, reforça Teles.

Para auxiliar na meta de impulsionar a qualificação profissional, o programa MGTI acordou parceria com o Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (INDI), a mais tradicional agência de promoção de investimentos da América do Sul, para apoiar a capacitação de mão de obra, o fomento de negócios e contribuir com a expansão das empresas de médio porte. “A parceria trata de linhas de créditos específicas para evolução de produtos, capital de giro, fusões, aquisições e uma agenda voltada para capacitação. Minas Gerais tem potencial para tornar-se referência em mão de obra capacitada e as parcerias governamentais são essenciais para alcançar os objetivos e fazer com que as empresas aprendam a trabalhar juntas. Em vez de concorrerem entre si, elas somarão e contribuirão de maneira adequada para a competitividade, fomento dos negócios e retenção de profissionais especializados”, pontua o conselheiro.

Fonte: Zoom Comunicação