balanço_startupEm um momento de reestruturação da econômica para reequilibrar as contas, muito setores não têm boas previsões para esse ano. Contudo, isso não impede o fortalecimento do setor de tecnologia. Conforme dados da Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), o mercado brasileiro de TI, (somado ao de Telecom e Tecnologia de Comunicação), movimentou R$ 441 bilhões em 2014, (16,9% superior ao ano anterior).

O setor representa 4% do PIB, com projeção de alcançar 10,7% até 2022, percentual que tende a  crescer, devido ao aumento de segmentos que passam a demandar o uso da tecnologia e que podem também ajudarem as empresas nesse momento de crise. É possível otimizar processos, viabilizando uma gestão mais econômica para as empresas. O conselheiro do MGTI e presidente executivo da Sucesu Minas Leonardo Bortoletto explica que a tecnologia da informação, além de facilitar a organização, pode reestruturar o processo de negócios das empresas, sendo capaz de eliminar camadas gerenciais de forma eficiente e eficaz e reduzir custos. Muitas empresas estão investindo em tecnologia para produzirem mais a um custo mais acessível. De acordo com a Forrester, a previsão de crescimento para o setor de tecnologia em 2015 é de 5 a 10% com variações dependendo do país, sendo que, países emergentes como o Brasil deverão ter destaque maior.  “Daqui para frente, o país tem que melhorar sua capacidade produtiva. Como não tem como aumentar mais o PIB pelo consumo, o governo está tentando outras estratégias e o desenvolvimento das empresas, com a melhora da capacidade de produção, geração de emprego e movimentação para uma melhor a economia”, afirma Bortoletto.

O estado de Minas Gerais possui cerca de 5.000 empresas ligadas à Tecnologia da Informação (TI), sendo 70% em Belo Horizonte e região metropolitana, ou seja, 3.500 organizações. O setor é responsável por um faturamento anual superior a R$ 2 bilhões, por 1,6% do PIB do estado e pela geração de cerca de 20 mil empregos diretos. O grande impacto do setor de TI na economia de Minas Gerais foi fator determinante para a criação do MGTI 2022, um programa que pretende colocar Minas Gerais em posição de destaque no cenário nacional de TI e com visibilidade internacional até 2022. “A pretensão é alcançar R$ 9 bilhões em faturamento anual até 2022. Queremos aumentar a competitividade das empresas, inclusive, em padrão internacional, desenvolvendo empresas locais e startups com a geração de tecnologias inovadoras, incrementando a arrecadação de impostos e contribuindo para melhorar o IDH da capital e região metropolitana”, revela Bortoletto.

O MGTI é uma iniciativa da Assespro-MG (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação de Minas Gerais), Fumsoft (Sociedade Mineira de Software), Sindinfor (Sindicato das Empresas de Informática de Minas Gerais) e Sucesu Minas (Sociedade de Usuários de Informática e Telecomunicações em Minas Gerais) em parceria com o governo do estado de Minas Gerais e a Prefeitura de Belo Horizonte.

 

Fonte: Zoom Comunicação