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Conselheiro do programa MGTI e vice-presidente de inteligência digital da Sucesu Minas, Reinaldo Heleno

O Brasil é um país reconhecido internacionalmente pelo futebol e pelo carnaval, sendo que os dois eventos estão enraizados na cultura brasileira e a difusão deles gera benefícios, principalmente, financeiros. Entretanto, é preciso destacar que o Brasil também está chamando a atenção no setor de Tecnologia da Informação (TI) e conquistando respeito na área devido às inovações e ao aumento da competitividade. O olhar de empresas e investidores estrangeiros está, especialmente, sobre Minas Gerais, onde há grande concentração de startups e programas voltados para o desenvolvimento da TI.

O estado possui cerca de 5 mil empresas ligadas à Tecnologia da Informação, sendo 70% em Belo Horizonte e região metropolitana, ou seja, 3.500 organizações. O setor é responsável pelo faturamento anual superior a R$ 2 bilhões, por 1,6% do PIB mineiro e pela geração de cerca de 20 mil empregos diretos. Tal a importância de Minas, que o Google vislumbrou boas oportunidades quando comprou a Akwan, em 2005, startup desenvolvedora de sistemas de buscas, criada por professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Desde a aquisição, o cenário tecnológico vem se transformando positivamente ao longo dos anos.

Uma das mudanças relaciona-se ao termo “San Pedro Valley”, no bairro São Pedro, em Belo Horizonte, uma referência ao Silicon Valley, ou Vale do Silício, na Califórnia, berço dos gigantes Google, Facebook e Apple. O apelido veio de uma brincadeira entre amigos e se tornou internacionalmente conhecido por abrigar mais de cem startups, em uma rede de colaboração para trocar experiências e conhecimentos, fortalecer os negócios e fazer networking. O número dessas empresas é tão grande que o bairro não comporta todos os empreendedores, levando os a migrarem para outras regiões da capital.

O desenvolvimento do setor também contribuiu para a criação do MGTI 2022, um programa que pretende colocar Minas Gerais em posição de destaque no cenário nacional de TI e com visibilidade internacional até 2022. Um dos principais objetivos é atrair empresas de outros estados e países para Minas, gerar postos de trabalho mais qualificados, aumentar a competitividade das empresas, inclusive, em padrão internacional, desenvolver as empresas locais e startups e gerar tecnologias inovadoras. O MGTI criou a aceleradora de startups Acelera MGTI, com objetivo de auxiliá-las em seu desenvolvimento e para contribuir com o crescimento do setor de TI.

Para alcançar os resultados, o programa MGTI possui importantes parcerias, sendo uma delas com a Universidade de Stanford, por meio do Programa de Inovação e Empreendedorismo. Trata-se de uma ação inédita para colocar Minas Gerais em posição de destaque e traz as melhores práticas do Vale do Silício ao estado. Outra parceria de peso é com o Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (INDI), apoiando a capacitação de mão de obra, fomentando negócios e contribuindo para a expansão de empresas ao implantar projetos com mais velocidade.

O estado está bem posicionado em relação a outros no quesito tecnologia e, aos poucos, se torna polo de tecnologia da informação. Minas tem bons empreendedores, boas ideias e bons negócios, grande potencial de desenvolvimento e plena capacidade para alcançar visibilidade nacional e internacional.