Depois do desafio de tirar uma ideia do papel e validar seu modelo de negócios, muitos empreendedores encontram a principal questão que assombra quem está começando a empreender: como fazer a empresa crescer?

Investimento, infraestrutura, experiência e habilidades específicas em gestão e finanças, por exemplo, são necessárias e, para quem está começando do zero, muitas vezes falta tudo isso.

Uma forma de contornar essas dificuldades iniciais que desmotivam tantos empreendedores é a aceleradora de startup! No texto de hoje, vamos apresentar o trabalho dessas organizações e responder as principais dúvidas sobre o assunto. Boa leitura!

O que é uma aceleradora de startups?

Uma aceleradora é uma empresa que tem como objetivo acelerar o desenvolvimento de startups com bom potencial de crescimento até o break even point, ou seja, o ponto em que o negócio já é capaz de pagar as próprias contas.

Para isso, oferecem aconselhamento estratégico, acesso a investidores e networking, além de espaço físico até que as empresas estejam consolidadas, escaláveis e lucrativas.

Como funciona?

Cada aceleradora tem seu próprio método de potencializar o crescimento das empresas, mas há alguns pontos em comum na forma como as startups são auxiliadas. Acompanhe:

Acesso a investidores

Uma das principais funções da aceleradora é ajudar a startup a se tornar viável economicamente e, para isso, a coloca em contato com investidores por meio de reuniões, sejam elas conjuntas ou individuais.

Dessa forma, o negócio pode obter fundos para se desenvolver e chegar ao break even point de maneira mais rápida.

Networking

Uma aceleradora mantém relacionamentos com empresas bem estabelecidas no mercado, sendo capazes de oferecer às startups contatos com boas oportunidades de negócio, desde parcerias até novos clientes.

Mentoria

Muitos empreendedores iniciantes podem ter seu conhecimento complementado nas sessões de mentoria promovidas pela aceleradora, que pode contar com mentores de diversas expertises, como empreendedores mais experientes e especialistas em áreas específicas.

Muitos pontos podem ser trabalhados nessas sessões, desde alinhamentos de conceitos e dicas práticas para desenvolver bons pitchs para investidores, até conselhos ligados ao modelo de negócios, vendas, jurídico, finanças e recursos humanos da startup.

Infraestrutura

Uma das dificuldades enfrentadas por empreendimentos em seu início é a necessidade de uma estrutura física, que geralmente não sai barata. Aluguel, luz, água, internet e muitos outros fatores pesam no orçamento de quem está começando.

Por isso, uma aceleradora pode oferecer uma base de operações equipada até que a startup possa ter fundos o suficiente para se estabelecer em outro lugar.

Workshops e talks

Muitas aceleradoras realizam eventos como workshops e talks, ajudando os empreendedores iniciantes a desenvolver competências e promover a troca de experiências em áreas como inovação, desenvolvimento ágil, marketing, vendas, finanças etc.

Metodologia de aceleração e acompanhamento

Além de oferecer todos os pontos que abordamos anteriormente, uma aceleradora trabalha junto à startup suas metodologias de aceleração, com o objetivo de dar suporte e direcionar o crescimento mais rápido das empresas assistidas.

Para avaliar se a metodologia está funcionando, a aceleradora acompanha métricas e faz um controle periódico do desenvolvimento da startup, ajudando no redirecionamento, caso gargalos ou problemas sejam encontrados.

Há diversas metodologias de aceleração disponíveis e, no tópico a seguir vamos abordar as principais. Continue a leitura!

Quais são as metodologias mais usadas?

Lean Startup

Criada por Eric Ries, empreendedor do Vale do Silício formado em Yale, a metodologia Lean Startup tem como objetivo diminuir o excesso de gestão, encurtando o ciclo de desenvolvimento dos produtos e aumentando a participação dos clientes iniciais nesse processo.

Para isso, segue algumas práticas bem definidas, e as principais são:

MVP

É feito um MVP (Minimum Viable Product, ou produto mínimo viável), ou seja, um protótipo que gaste o mínimo esforço possível da equipe para ser desenvolvido, mas que traga os conceitos básicos da ideia inicial e esteja pronto para ser testado pelos clientes.

Dessa forma é evitado o desgaste de não ver as ideias saindo do papel, ao mesmo tempo em que a empresa ganha velocidade no desenvolvimento de seus produtos e serviços.

Teste A/B

Para encontrar preferências de clientes e melhorias em produtos é que entra o teste A/B ou split test, um experimento em que diferentes versões de um protótipo são apresentadas ao público.

A partir disso são observados a interação dos clientes, metrificados e registrados os resultados, para que seja adotada a versão com melhor receptividade.

Métricas úteis

A definição de métricas realmente úteis para o negócio é uma outra prática da Lean Startup. Funciona da seguinte forma: em vez de acompanhar os números que só alimentam a vaidade, o empreendedor foca no que realmente apresentar o crescimento da sua startup.

Customer Development

Criada por Steve Blank, outro empreendedor de sucesso do Vale do Silício, a metodologia Customer Development rompe com as maneiras antigas de se criar um produto ou empresa, em que a solução é criada e só depois validada no mercado.

O desenvolvimento do protótipo, então, é invertido e acontece da seguinte maneira:

  1. Customer Discovery: o empreendedor ouve os problemas do cliente e testa suas hipóteses sobre o mercado, buscando descobrir se as pessoas realmente querem a solução que ele idealizou;
  2. Customer Validation: agora, o empreendedor avalia se sua solução é rentável, ou seja, se há clientes dispostos a pagar por ela;
  3. Customer Creation: uma vez que o produto ou serviço foi validado pelo cliente, agora é hora de criar uma demanda, um buzz, por meio de ações de vendas e marketing;
  4. Company Building: com toda essa preparação anterior, finalmente o produto ou serviço entra no mercado.

Qual a diferença de aceleração para incubação?

A principal diferença entre uma incubadora e uma aceleradora é o momento vivido pelo negócio: as incubadoras atuam quando a empresa é uma ideia, ajudando os empreendedores a definir e validar seu plano de negócios por meio de consultores.

Por sua vez, a aceleradora atua em um estágio mais avançado, quando a startup já se lançou no mercado, portanto, já tem um modelo de negócios validado e seu objetivo agora é o crescimento.

Além disso, incubadoras geralmente tem um foco mais amplo, podendo ajudar projetos de empresas de vários segmentos e perspectivas de porte, enquanto a aceleradora se foca mais em startups, ou seja, empresas de tecnologia com boas chances de crescimento e lucro.

A incubadora não contribui financeiramente para o negócio, enquanto a aceleradora facilita o acesso da startup a investidores, podendo também entrar como sócia da empresa conforme o contrato estabelecido.

Agora que você já sabe melhor como funciona uma aceleradora de startup, aproveite para conhecer o Acelera MGTI e nossos diferentes programas de aceleração, destinados a diferentes necessidades e momentos de uma startup.